O seu corpo sabe reparar. A estética precisa aprender a conduzir.

O que o reparo tecidual me ensinou sobre rejuvenescimento

Existe algo no nosso organismo que sempre me fascinou.

Um corte na pele consegue fechar.

Um osso fraturado consegue se reconstruir.

Mesmo com o passar dos anos, nosso corpo continua trabalhando todos os dias para reparar tecidos.

Então por que quando falamos de envelhecimento passamos a acreditar que a única alternativa é esconder aquilo que mudou?

O organismo tem uma capacidade incrível de recuperação.

Mas um tecido não responde simplesmente porque queremos.

Ele precisa receber o estímulo certo.

No momento certo.

E principalmente: precisa ter condições para responder.

Com o passar dos anos, algumas coisas começam a mudar.

A comunicação entre as células já não acontece da mesma forma.

Os processos de reparação ficam mais lentos.

A qualidade daquele tecido se modifica.

E aos poucos começam a aparecer os sinais que enxergamos no espelho.

Mas esses sinais de pele sem luminosidade, flacidez e aparência de cansaço são apenas a consequência.

Por isso, dentro da minha prática clínica, minha primeira pergunta nunca foi:

“O que eu preciso colocar aqui?”

A pergunta sempre foi:

“O que aconteceu com esse tecido para ele chegar até aqui?”

Porque quando entendemos o envelhecimento, conseguimos ir além de simplesmente corrigir sinais.

Conseguimos buscar aquilo que realmente desejamos quando falamos de rejuvenescimento:

uma pele com mais qualidade, um rosto com mais vitalidade e uma jovialidade que respeita a própria história.

Não é forçar uma mudança.

É saber conduzir uma resposta.

E talvez seja por isso que a estética regenerativa sempre fez tanto sentido dentro da minha forma de trabalhar.

Hoje muito se fala sobre regeneração, mas para mim ela nunca foi apenas uma nova tendência ou uma nova técnica.

Ela representa uma forma de olhar para o tecido.

Antes de corrigir, entender.

Antes de substituir, avaliar o que ainda pode ser recuperado.

Porque quando trabalhamos com o próprio potencial de resposta do organismo, conseguimos buscar resultados que respeitam a história daquele rosto.

No fundo, não é sobre corrigir apenas um sinal.

É sobre respeitar um processo.

Estética regenerativa, para mim, não é uma técnica.

É uma forma de pensar.

Dra. Patrícia Doretto

Essência Regenerativa

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