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MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL. COMO E QUANDO DEVO FAZER?


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a medida da Pressão Arterial (PA) no consultório, através da ausculta e do esfigmomanômetro, ainda é considerada o método de escolha para o diagnóstico de hipertensão arterial (HAS) e acompanhamento dos pacientes que já possuem esta enfermidade. Entretanto, esta aferição pode sofrer influências do observador ou do ambiente onde está sendo realizada.


A partir dessas adversidades foram criadas outras formas de aferir a pressão arterial, a fim de criar condições que propiciem uma medida de PA que estabeleça com segurança o seu real valor em momentos diferentes. Dessa maneira, evitando a temida Hipertensão do Avental Branco (HAB) e levado diagnóstico correto de hipertensão.


A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um método eficaz e pode avaliar a pressão arterial durante o sono. Dessa forma, se correlaciona mais eficazmente com os desfechos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Outra grande vantagem deste método é a aferição da PA durante o sono.

Os valores considerados normais para qualquer paciente, ou seja, normotensão verdadeira são < 140/90 mmHg, no consultório, MAPA em 24 horas < 130/80 mmHg, ou pela Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) < 135/85 mmHg em 24 horas.  

O efeito do avental branco define-se como a diferença entra as pressões no consultório e à média da MAPA na vigília ou da Medida Residencial da Pressão Arterial (MRPA). Caso esta medida seja elevada, estamos nos deparando com este efeito.


A Hipertensão do Avental Branco (HAB) pode ocorrer em até 30% da população e sabe-se que estes pacientes devem permanecer em acompanhamento clínico periódico e adotar hábitos de vida mais saudáveis.


Uma outra importante condição clínica que afeta até 15% da população, menos valorizada, é a hipertensão mascarada (HM). Esta é definida quando o paciente possui a PA no consultório (< 140/90 mmHg) e valores anormais de PA pela MAPA durante o período de vigília (> 135/85 mmHg) ou pela MRPA (> 135/85 mmHg). Estes pacientes possuem um risco mais elevado de desenvolver doenças cardiovasculares e lesões de órgãos-alvo.


Dessa forma, o exame da MAPA se torna cada vez mais relevante na prática clínica do clínico e do cardiologista. Sendo útil não apenas para o diagnóstico dos diversos tipos de hipertensão, identifica hipertensão durante o sono, avalia a eficácia da terapia anti-hipertensiva, triagem e seguimento de pacientes com apneia obstrutiva do sono, identificação das variações circadianas da pressão.


Tem alguma dúvida? Procure um cardiologista! 


Um grande abraço a todos! 


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