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CARDIO-ONCOLOGIA


Todo tratamento oncológico gera problemas no coração?

Com os avanços da medicina nos últimos anos, os tratamentos para câncer estão cada vez mais curativos. Assim, reduzindo mais a mortalidade por esta doença. Em contrapartida, a cardiotoxicidade relacionada a esse tipo de tratamento tornou as patologias cardíacas cada vez mais frequentes nesses pacientes. 


A cardiotoxicidade é uma efeito adverso permanente ou temporária no sistema cardiovascular decorrente do tratamento oncológico, seja por quimioterapia, imunoterapia ou por radioterapia. Afim de reduzir este efeito, surgiu o conceito de cardioproteção. Permitindo aos pacientes oncológicos receber a quimioterapia proposta com menores complicações cardiológicas. 


Um fato muito importante a ser considerado é que diversos fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo, idade avançada e obesidade são também associados ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer. E que o estado pró-inflamatório gerado por esta enfermidade pode exacerbar doenças cardíacas. 

O primeiro passo para a prevenção de cardiotoxicidade é a uma avaliação clínica e cardiovascular completa e cuidadosa identificando pacientes de alto risco. Ressaltando a identificação Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), idade maior que 60 anos, disfunção do ventrículo esquerdo prévia, irradiação torácica prévia (radioterapia) e exposição prévia a determinado tipo de quimioterápicos, por exemplo, as antraciclinas.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a avaliação do status clínico do paciente, é essencial para conhecer sua reserva fisiológica e prever complicações futuras. Em alguns casos, há necessidade de utilização de medicamentos para prevenção do desenvolvimento de disfunção do músculo cardíaco.


A segurança cardiovascular é um desafio no tratamento oncológico, fato que leva a considerar o acompanhamento multidisciplinar entre oncologistas  e cardiologistas.

Um grande abraço à todos.


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