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Depressão na adolescência: como identificar e o que fazer?


A depressão já é conhecida como um grande mal do nosso século. E ela tem sido especialmente perigosa para os nossos jovens. As causas desta doença são muitas. Ela é uma combinação de fatores emocionais, sociais e biológicos. E para cada pessoa a depressão acontece de um jeito. O que acho mais importante é tentar te mostrar como é a compreender, pois é um acontecimento interno que só a pessoa que está passando pela tem acesso.

Imagino que você já tenha sentido ou visto alguém sentir como se estivesse no fundo do poço. Começou a sentir uma angústia ou dor que não sabia onde estava, mas estava ali, e era muito forte. E, com o tempo, passou. Uma pessoa com depressão sente esta mesma dor, mas ela não passa. Tente imaginar o que você sentiria se estivesse sentindo muita dor, mas não soubesse como fazê-la parar. Esta é a realidade da pessoa deprimida. A depressão é uma doença de dor e desespero, e ainda é um desafio para médicos e pacientes.

A adolescência é, naturalmente, um momento de “crise existencial”; um processo de forte transformação em que o jovem deixa para trás muitas das suas regalias como jovem e precisa encarar as responsabilidades da vida adulta. Como sabemos, esses processos de transformação de adolescentes para adultos, são assustadores. Junte a isso as mudanças corporais e de humor causadas pelos hormônios, e temos uma “panela de pressão” que deixa o jovem vulnerável a desenvolver transtornos mentais.

No adolescente, a depressão é vivida de forma muito solitária. Seus pedidos de ajuda e seus sintomas são com frequência entendidos como “drama de adolescente”, uma fase que “logo vai passar”.

O desânimo sem fim sentido pelo jovem que entrou em um quadro depressivo, na verdade, é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral: como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar. Muitas vezes nossos jovens estão pedindo ajuda, mas precisamos aprender a escutar!

Como identificar se o adolescente está com depressão? É possível identificar se o jovem apresenta comportamentos típicos de pessoas deprimidas. Ele vai apresentar alguns dos comportamentos a seguir durante muito tempo:

  • Raiva ou irritabilidade: reações exageradas de raiva, como quebrar objetos ou agredir pessoas;

  • Problemas de memória e concentração: dificuldade de se concentrar em qualquer atividade. Mesmo as simples, como assistir televisão. Também esquecimento de eventos importantes, como datas de prova, aniversários, etc;

  • Alterações de sono/apetite: o jovem pode estar dormindo mais ou menos que o seu habitual. O mesmo para a fome, que pode se alterar para muito ou mais;

  • Isolamento: o jovem deixa de se socializar e começa a passar grande parte do seu tempo sozinho, no seu quarto, por exemplo;

  • Desistências/falta de interesse: começam a abandonar atividades e interesses que são importantes. Mudar os interesses é saudável. O problema é quando não há mais interesses, e ele deixa de fazer tudo que antes gostava tanto;

  • Automutilação: esta atitude traz sentimento de alívio da dor. É mais comum que eles se cortem ou se queimem em locais mais discretos e difíceis de ver, como a parte interna das coxas ou a barriga. Fique de olho nas feridas;

  • Ideação suicida: o jovem manifesta diretamente que não quer ou não aguenta mais viver. Também pode falar indiretamente que “quer dormir por anos, sumir e começar tudo de novo, que não acharia ruim morrer agora, que a vida não tem sentido”, etc.

É bom lembrar que a ocorrência de apenas um destes comportamentos não quer dizer que há um quadro de depressão. É preciso que vários destes fatores aconteçam, e que um diagnóstico seja feito por um profissional.

Porém trouxemos algumas dicas para ajudar adolescentes com depressão: escute, a vontade de ajudar é muita, mas evite dizer ao jovem o que ele deve fazer para melhorar. A melhor coisa que você pode fazer é escutar. Ofereça ao jovem este espaço para falar de si e do que está sentindo. Ofereça afeto, o mundo deste jovem é um mundo dolorido, confuso e distorcido. Quase não tem alívio para a dor. Portanto, abrace, beije, diga o que gosta ou admira no nele, ofereça colo, etc.

Se você conhece algum adolescente que está passando pelo quadro de depressão, incentive-o a buscar ajuda profissional esse é o primeiro e mais importante passo. Procure por ajuda profissional (psicólogo e psiquiatra) o mais rápido possível, acompanhamento psicológico buscará levantar as causas do problema e como ele poderá ser desmontado. Ou seja, a terapia é crucial no processo, uma vez que cuida da raiz do problema.


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