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Quando levar meu filho ao psicólogo?


Mudanças na vida da criança, como a separação dos pais, a chegada de um irmão mais novo e a mudança de escola podem desencadear alterações de comportamento. Caso apenas o suporte da família não seja suficiente para que o pequeno enfrente este momento, é hora de procurar a ajuda de um profissional. É importante que os pais estejam atentos a comportamentos dos filhos que indiquem que é necessário a ajuda de um psicólogo, tristeza, prostração, apatia, perda de interesse, agressividade ou choro excessivo, podem ser sinais de que algo não vai bem com seu pequeno. Para ajudar você a perceber se é preciso procurar um acompanhamento profissional.

Antigamente havia uma crença generalizada de que as crianças não tinham problemas e de que a infância era um período de plenitude da vida de todas as pessoas. Entretanto, estudiosos descobriram que as crianças, assim como os adultos, apresentam: ansiedade, angústia, medo, tristeza, entre outras emoções negativas. Esses e outros sentimentos desagradáveis fazem parte do desenvolvimento normal da criança, entretanto se forem estendidos por muito tempo ou impactarem a vida escolar, social ou familiar, deve-se tentar identificar os causadores do sofrimento.

Algumas crianças são expostas desde cedo a grandes cargas emocionais. Nem todas elas se sentem a vontade para falar com os pais sobre como se sentem. Além disso, alguns pais podem ter um certo preconceito a respeito da psicoterapia. Isso pode fazer com que a criança acabe desenvolvendo transtornos que tendem a se agravar com o passar do tempo. É por isso que a visita ao psicólogo deve ser encarada como algo benéfico, que ajudará no desenvolvimento do pequeno.

Muitas vezes a criança sinaliza que há um problema familiar, já que ela capta com facilidade as circunstâncias vividas, mas não verbalizadas pela família. E a criança acaba fazendo a função de expor alguma dificuldade enfrentada dentro do contexto familiar.

Se você tem dúvida sobre se deve levar ou não seu filho a um psicólogo infantil, confira alguns indícios de que a criança precisa de ajuda profissional:

1. Alteração brusca ou exagerada de comportamento Pode acontecer de a criança mudar exageradamente seu modo de se comportar, sem que isso necessariamente signifique um problema. No entanto, por vezes, essas mudanças podem prejudicar a saúde ou os relacionamentos do pequeno, gerando sofrimento a ele. Essas alterações no comportamento, normalmente, ocorrem no sono (quando faz xixi ou se recusa a dormir sozinho, quando antes o fazia); na alimentação (comendo exageradamente ou deixando de ter apetite) ou na escola (por problemas comportamentais ou de aprendizagem), que se torna uma grande aliada dos pais por ter a oportunidade de observar a criança ao longo do dia, quando os pais não estão presentes.

2. Comportamentos agressivos A agressividade exagerada, quando não resolvida por conversas em família, pode ser um sinal de que o pequeno não está lidando bem com algum sentimento ou situação, sendo indicado procurar ajuda profissional.

3. Muita agitação, inquietude ou dificuldade em manter a atenção Atualmente, muitas crianças são diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e acabam sendo medicadas, por vezes sem real necessidade. Em casos de agitação, inquietude e falta de atenção, a terapia pode ser uma grande aliada, ajudando não só a criança, como também os pais e familiares a lidar com a situação. Na maioria das vezes, uma mudança de comportamento e atitude dos pais pode até mesmo resolver o problema da criança, uma vez que eles exercem grande influência sobre o que os filhos sentem, pensam e como se comportam.

4. Problemas escolares Seja por problemas comportamentais, seja por alguma dificuldade de aprendizagem, a psicoterapia infantil tem muito a contribuir nestes casos, orientando os pais e a escola.

5. Regressão de alguma fase do desenvolvimento Isso é comum quando há a chegada de um irmãozinho, por exemplo, ou em situações em que a criança se sente insegura por algum outro motivo. Nesse caso, é importante ficar atento e observar a criança. O acompanhamento de um profissional pode ajudar bastante.

6. Saúde prejudicada, principalmente quando não há uma causa biológica Às vezes, as crianças ficam doentes sem que os pais encontrem uma causa biológica ou física. É preciso estar sempre atento aos sintomas, pois, muitas vezes, o que as crianças não conseguem verbalizar, aparece como sintoma, seja comportamental ou físico. É o corpo falando pela criança.

7. Compulsão Alimentar

Observe como o seu filho age diante de algo que não sai como ele esperava. Descontar suas frustrações na comida é algo que acompanha algumas pessoas desde muito cedo.

Quando não tratado a tempo, esse comportamento pode persistir até a vida adulta, se tornando fonte de ainda mais frustrações e desesperança. Além da questão psicológica, ele pode acabar desenvolvendo um quadro de obesidade e outros problemas de saúde.

Como é o trabalho do psicólogo infantil? Outra dúvida que muitos pais podem ter é: o que meu filho vai fazer na consulta com um psicólogo infantil? Afinal, a sessão de terapia de crianças e adultos possui dinâmicas e abordagens diferentes. Se você está em dúvida se deve ou não consultar um profissional para seu filho, Sarah nos esclareceu alguns pontos sobre como funciona o trabalho do psicólogo infantil, que podem ajudar:

O psicólogo infantil trabalha basicamente a partir do lúdico. Assim, a criança vai às sessões e brinca, com o terapeuta ou sozinha e, enquanto isso, suas questões são abordadas de forma indireta. Dessa forma, os conteúdos são mais facilmente acessados pelo psicólogo, pois a criança os expressa por meio do brincar. A participação dos pais nesse processo é fundamental, pois o trabalho realizado pelo profissional (seja pediatra, psiquiatra, neuro ou psicólogo) depende muito do envolvimento ativo da família no tratamento da criança.

É importante que os pais conheçam os filhos minuciosamente, os observando em casa, para que possam contribuir com o trabalho do terapeuta. Além disso, em alguns casos, os próprios pais são instruídos a frequentar a terapia, pois seu comportamento e modo de pensar precisam ser trabalhados para que os comportamentos/situação da criança melhorem.

Ainda que o seu filho não demonstre estar triste com nada, se ele vem mudando seus hábitos alimentares, e parece estar sempre com fome, pode ser que haja algo errado com o seu psicológico. Outra questão que deve ser observada é se a criança apresenta repulsa a certos odores e texturas de alimentos.

É importante que os pais tenham a segurança de que a qualquer momento podem interpelar o profissional, seja para esclarecimentos, pontuações ou recombinações. O psicólogo e a família são aliados no processo psicoterapêutico infantil. O receio de muitos pais de que o psicólogo possa julgar ou criticar suas crenças, posturas ou formas de educar os filhos deve ser superado. O trabalho do psicólogo não é de julgamento e sim de auxílio à família para entender o que se passa com o filho, buscando soluções para os problemas apresentados, de forma que a criança retome o seu desenvolvimento saudável e a família siga a sua vida de forma mais tranquila e satisfeita.


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