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Como o excesso de tecnologia afeta a saúde mental


Quem nunca se pegou clicando no botão do celular apenas por clicar? Já virou um hábito tão grande checar o celular entre uma atividade e outra, que acabamos fazendo de forma automática. E checar o celular envolve dar uma espiada no Facebook, ver os stories do Instagram e responder o WhatsApp. Sem considerar outras redes sociais, como YouTube, Twitter e Linkedin. Não podemos negar as vantagens que a tecnologia e as redes sociais nos proporcionam, como a possibilidade de manter contato com pessoas distantes, fazer novas amizades, aumentar o networking, acesso à informação rápida e facilidade no dia a dia.

Mas, o uso excessivo da tecnologia pode trazer mais malefícios do que benefícios. E engana-se quem pensa que o risco é apenas a perda da produtividade.

Quem consegue passar um dia sem consultar o seu Smartphone? Provavelmente muitas pessoas sofrem desta dependência que pode ficar fora do controlo, trazendo graves consequências, quer a nível físico, como mental. É muito frequente assistirmos à não comunicação familiar, por exemplo num restaurante em que cada um fica em “diálogo” com o seu dispositivo, esquecendo a relação com o outro. Há quem diga mesmo que todos precisaríamos de uma desintoxicação ou de umas férias das tecnologias.

Perturbação de Uso da Internet já é doença Curiosamente, estudos recentes revelam que a exposição excessiva a estas novas tecnologias pode provocar alterações nas ligações entre os neurônios (células do cérebro) que ocorrem nos centros de atenção, controlo e processamento de emoções e que são semelhantes às que existem nos casos de dependência por drogas.

Quem já não viu jovens, cada um com o seu dispositivo eletrônico sem estabelecer comunicação verbal com aqueles que o rodeiam? Assim percebe-se que estas práticas comprometem fortemente a comunicação e por isso as competências sociais/relacionais, a capacidade de comunicar eficazmente, a memória e a concentração. E quando as pessoas estão expostas a mais que um ecrã ao mesmo tempo, por exemplo TV, smartphones e tablets? O risco ainda é maior.

Sabemos que com toda a oferta que existe nos dias de hoje, e pelas características atrativas que estes dispositivos possuem, não é tarefa fácil educar as crianças para a não utilização excessiva destes dispositivos. Teremos que investir e reinventar novas formas de sensibilizar o cidadão e desde muito cedo, para todos os riscos inerentes à utilização desequilibrada das novas tecnologias, principalmente para os da área da saúde mental, uma vez que ainda falta comprovar muitos dos riscos físicos. Pensando nisso, neste artigo detalharemos de que forma o excesso de tecnologia pode afetar a saúde mental. Confira!

Dependência Estudos indicam que o mesmo mecanismo capaz de tornar uma pessoa dependente em drogas, também pode causar dependência em tecnologia. Mas, como isso é possível?

Nosso cérebro tem uma área chamada de sistema da recompensa, que é responsável por estimular e promover determinados comportamentos para a sobrevivência e preservação da espécie. Por isso, a comida e o sexo nos atraem tanto. Mas esse sistema pode pregar peças.

Ao consumir drogas, o sistema de recompensa é estimulado e, com isso, ele libera hormônios ligados à euforia e bem-estar de uma forma muito intensa. O que acaba reforçando o comportamento do uso da droga.

Para uma pessoa viciada em redes sociais, por exemplo, quanto mais curtidas e seguidores ela ganhar, maior será sua satisfação. Isso estimula o comportamento de estar sempre online. Além disso, uma pessoa dependente em tecnologia apresenta os sintomas de irritabilidade e ansiedade ao ficar muito tempo desconectada, os mesmos sintomas que um dependente químico em abstinência apresentam.

Depressão O uso excessivo de tecnologia também foi associado a depressão. Quem está deprimido pode encontrar uma forma de consolo na tecnologia, criando um mundo virtual para compensar a insatisfação com a realidade. Isso pode piorar a doença, já que a tendência é a pessoa se afastar cada vez mais das outras. A tecnologia em excesso também pode causar depressão em quem é saudável. Quem é dependente em tecnologia começa deixar de lado os compromissos, se distancia das pessoas, deixa de praticar hobbies e, em alguns casos, fica acordado até altas horas para estar online. O que, certamente, é prejudicial para a saúde e qualidade de vida.

Baixa autoestima Um estudo do Reino Unido divulgou que o Instagram é a rede social mais prejudicial para a saúde mental dos adolescentes, podendo causar depressão e ansiedade em quem passa muito tempo online. Basta entrar na rede social para entender o motivo. Fotos de viagens ao exterior, mulheres com corpos esbeltos, pessoas ostentando roupas de grife e famosos no seu dia a dia glamoroso. A comparação entre a vida das pessoas que vemos nos Instagram com a nossa vida é inevitável. Para o adolescente, que está na fase de descobrir quem ele é, esse tipo de conteúdo pode abalar a autoestima e causar insegurança. Principalmente, para as jovens mulheres, que sentem a pressão para ter a beleza e o corpo perfeito.

Por isso, é preciso ter discernimento. Quantas fotos que vemos são trabalhadas digitalmente? E quanto a musa fitness do Instagram ganha das empresas para se dedicar diariamente para a busca do corpo perfeito? Do que ela precisa abrir mão para tê-lo?

São algumas perguntas que precisamos fazer ao notarmos que fomos afetados negativamente pelo conteúdo que é compartilhado. Afinal, as pessoas só postam fotos do ponto alto do seu dia, ao passo que não sabemos qual a realidade atrás da tela.

Estresse Sabemos que a tecnologia nos trouxe muitas facilidades, uma delas é o acesso rápido à informação. E a outra, é a possibilidade de ser multitarefa. Já conseguimos pagar nossas contas por celular e aproveitamos momentos como o trânsito ou a fila do supermercado para isso. Se pegarmos um Uber, em vez de relaxar durante o trajeto, usamos o tempo para dar uma checada no celular. O Whatsapp é uma excelente ferramenta para mensagem instantânea com pessoas em qualquer lugar do mundo. Mas, estamos com a sensação de que agora precisamos estar sempre disponíveis. Há poucos anos atrás, era comum retornar a ligação ou o e-mail apenas no dia seguinte, hoje se demoramos muito para responder, nos sentimos culpados.

O excesso de informação que recebemos, possibilidade de ser multitarefa e estar sempre disponível, tira nossa concentração e aumenta nossa carga de estresse. Precisamos estipular alguns limites para o uso da tecnologia, voltar a fazer uma coisa por vez para aproveitar o momento e relaxar.

Ansiedade Quem nunca ficou angustiado porque alguém não respondia a mensagem do WhatsApp? Ou tem um amigo que fica constantemente checando o celular? Ou já foi cobrado por não ter curtido uma foto? Isso é a ansiedade provocada pelo uso em excesso das redes sociais. A pessoa ansiosa está sempre preocupada e aflita.

Mas, que tipo de preocupação a tecnologia pode nos causar? Medo de não ser aceito, de não ter um determinado número de curtidas, medo de não receber resposta de uma mensagem dentro de um tempo determinado, afinal, está todo mundo conectado, a pessoa certamente leu a mensagem.

Diante destas possíveis manifestações, entre muitas outras que afetam a saúde mental, faz-se necessário ter em mente que a tecnologia está a nosso favor para facilitar nossa vida e não o contrário. Portanto, evite o uso excessivo da tecnologia e, se achar necessário, procure ajuda profissional especializada o mais rápido possível.


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