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Conheça a teoria dos Setênios / Parte II


1º setênio 0 aos 7 anos: O mundo é BOM

Esse setênio constitui a base para nossa saúde física e afetiva na vida adulta.

Os órgãos do sentido são as janelas para o mundo e nessa fase são 4 os sentidos físicos fundamentais utilizados: Tato, Vital, Movimento e Equilíbrio.

A criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para querer estar aqui e cultivar a felicidade em longo prazo. Nesse período temos que tomar cuidado para não estimular precocemente aspectos nos quais a criança ainda não está preparada, como a alfabetização e excesso de atividades intelectualizadas.

Esse setênio deve oportunizar o movimento livre, corrida, brincadeira e deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual. A criança precisa se sentir amada, com calor humano e confiança, ela precisa ter bons “modelos”.

2º setênio 7 aos 14 anos: Sentido de si

O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava da cabeça se dilui e se encontra no meio do corpo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvido, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião. Nesse setênio define-se o TEMPERAMENTO: Colérico, Sanguíneo, fleumático e melancólico, é necessário estimular os pontos positivos de cada criança. Este momento é fundamental para o desenvolvimento psíquico posterior, principalmente entre 21 e 42 anos.

3º setênio 14 aos 21 anos: Crise de identidade

O que todo adolescente busca? … liberdade!

Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. O corpo já está formado, já aconteceram às primeiras trocas com a sociedade, o corpo já não precisa de tanto espaço para se locomover, o espaço agora adquire outro sentido, o da possibilidade de “ser”. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

Os questionamentos são fruto desses choques. O caminho contrário do “habitual” pode ser exclusivamente para reforçar a tensão. As drogas podem estar nesse contexto. É importante que saibamos que é uma fase extremamente difícil, onde o adolescente precisa negar e se opor, para que, a partir da percepção do que não é, encontrar-se a si mesmo.Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. Aqui se encerra a maturação física, foram 21 anos para “Aprender”, agora se inicia 21 anos para Maturação Psicológica, para o “Lutar”.

4º setênio 21 aos 28 anos: Fase emotiva e da Crise do talento

Aos 21 anos, ganhamos a maioridade legal, isto significa que somos agora responsáveis integralmente pelos nossos atos, nasce um novo eu. Nesse setênio começa a Maturação Emocional e a principal questão agora é: Como eu vivencio o mundo? O grande medo nesse momento é não conseguir ser alguém na vida, não conseguir ser bom o suficiente. Nesse ciclo, os valores, aprendizados e lições de vida passam a fazer mais sentido.

A colocação profissional assume um papel muito importante, é a fase do desabrochar das habilidades técnicas, em descobrir como as coisas funcionam e como aplicar meu conhecimento para transformar.Ao final desse ciclo, muitas pessoas vivem a Crise dos Talentos. Agora meu potencial precisa ser aplicado e ocasionar consequências concretas no meio profissional. O não atingimento do objetivo profissional pode gerar muita ansiedade e frustração, especialmente se todos os anos até aqui não foram suficientes para descobrirmos e desenvolvermos os nossos talentos.

5º setênio 28 aos 35 anos: Fase Racional

A palavra dessa fase é a Racionalização, a ponderação. Até agora agimos mais no impulso, agora a necessidade de pensar sobre tudo faz dessa fase um momento muitas vezes “pesado”. Antes de tomarmos decisões nos perguntamos: é justo? É correto? Faz sentido? Quais as consequências? O 2º setênio terá sido marcante para esse ciclo.

O alto nível de ansiedade e angústia é comum, percebemos um declínio ou esgotamento das capacidades inatas e a exigência do trabalho, onde a paciência e perseverança são testadas a todo o momento, tem papel primordial. Passamos a nos cobrar ou sermos cobrados por decisões de vida como casamento, filhos, carreira. Nesse ciclo desabrocham as habilidades sociais, saber falar e ouvir com mais maturidade.

Muitas pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”, do ser. Estamos realmente, nessa fase, em organização.

6º setênio 35 aos 42 anos: Fase consciente

Fase marcada pelos nossos limites. Já achamos nosso lugar no mundo e temos condições de assumir grandes responsabilidades e de entender a complexidade das situações. Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional. Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos.

Aos 37 anos começa a reflexão sobre nossa missão de vida, o que pode ser considerada uma pequena crise. Mas entre 40 e 42 anos que essa crise maior que chamamos de Autenticidade se revela. É como se acordássemos no meio da noite e começássemos a fazer algumas perguntas interiores: o que fiz até agora? Qual o sentido da vida? Quantos anos me restam? Como assumo meus papéis?

Muitas vezes percebemos que assumimos muitas responsabilidades e começamos refletir como estou desempenhando meus papéis e agora queremos fazer concessões para sermos mais aceitos e bem vistos.Fase em que questionamos casamento, o trabalho, a vida, os papéis. Muitas vezes as mulheres vivem essa crise mais cedo, em torno de 35 a 37 anos e os homens entre 47 e 50 anos. Muitas pessoas buscam mudar muito seu mundo externo nesse período tentando reduzir sensações de dor e angústia, mas o importante é buscar autoconhecimento e promover mudanças internas.

É uma fase de busca de muitos significados na vida profissional, não basta mais apenas ganhar dinheiro, tenho que cumprir missão de vida e ter prazer naquilo que faço.

7º setênio: 42 aos 49 anos: Fase imaginativa

É um ciclo que tem um “ar” de recomeço, de ressurreição, de alívio. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com certa força, mas agora mais dinâmicas e menos melancólicas, pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não da pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, uma nova profissão, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

8º Setênio 49 aos 56 anos: Fase inspirativa

Também chamada de fase da Sabedoria. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º Setênio 56 aos 63 anos: Fase Intuitiva

A audição e a visão se tornam mais fracas, o paladar também muda. A vida começa a dar sinais de que o ser humano tem agora que ir-se voltando para dentro de si mesmo, internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais.

O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

O 56º ano de vida traz uma brusca mudança que é sempre crítica, pois penetra-se numa esfera onde tudo parece ter que morrer para depois ressuscitar de uma forma muito sofrida. Por vezes tem-se a sensação de fracasso de tudo aquilo que se desejou, e que nada do que se almejou foi alcançado.

Questiona-se o que se realizou no passado, e se torna importante avaliar o que ainda deseja realizar, o que pode e o que não pode mais ser realizado pela própria condição física.

Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. O trabalho é importante na vida, mas não deve ser a única fonte de realização pessoal. É importante buscar outras atividades como tocar algum instrumento, fazer outras atividades e amigos, realizar viagens, se dedicar a um hobby, praticam esporte, pois isso faz as pessoas se sentirem “ricas e felizes”.

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