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Conto de fadas real! Em Dourados casamento coletivo torna o que parecia um sonho impossível em reali


Usar o vestido branco, segurar o buquê, fazer promessas olhando nos olhos da pessoa amada e diante de Deus. Este é o sonho da maioria das mulheres. Só que muitas vezes fica de lado e conforme o tempo passa parece cada vez mais impossível de ser realizado.

Para os homens também, colocar um terno e fazer um compromisso tão importante diante de tantas pessoas é um passo significativo e único, mas que acaba não sendo prioridade, até porque custa caro.


Pensando nesta situação que se repete em muitas famílias, uma igreja de Dourados resolveu organizar casamentos coletivos. Os noivos tem custo zero e recebem todo apoio, orientação e suporte que precisam.

No último fim de semana seis casais disseram SIM. Três viviam apenas em união estável e os outros eram casados no cartório. Em comum, todos queriam receber a benção de Deus para a união.

Este é o 2º casamento coletivo organizado pela Primeira Igreja Batista, o evento contou com mais de 30 voluntários que foram atrás de tudo, decoração, doação de flores, bolo, vestidos, ternos, fotógrafos, etc.

“Muitos casais não casam na igreja por causa das dificuldades financeiras, então para facilitar a gente vai atrás de tudo que cada um precisa, ninguém deixa de casar por causa de dinheiro" disse Robson Sorrilha, líder do Ministério de Casais.

" É uma maneira de colocar em prática o que a bíblia diz e trazer à consciência de que é importante estar de acordo com a lei dos homens e com a lei de Deus. Fazer um contrato e também uma aliança, aliança eterna, porque o que Deus uniu o homem não separa”, explica Karine Lanza, uma das coordenadoras do evento.

Conheça a história de 2 casais

ANA PAULA VENTURA DA SILVA CHAGAS (34) E CLEVISON DA ROSA CHAGAS (40)

Ana Paula e Clevison moram juntos há 16 anos e tem uma filha. O tempo passou, as circunstâncias da vida vieram e nunca oficializaram a relação.

Tudo começou a mudar quando souberam que na igreja haveria um casamento coletivo. Só que estava em cima da hora, faltava uma semana para o evento acontecer e era preciso organizar toda a documentação para o casamento civil, além do religioso. Além do mais, a vó de Clevison estava internada.

“A gente podia deixar para depois porque estava tudo tumultuado, mas minha vó é muito importante para mim e sempre foi um sonho dela que eu casasse da forma certa”, disse ele.

Foi aí que a família mostrou ainda mais união. Todos se juntaram para que os dois pudessem casar. A última notícia que a vozinha, na uti, ouviu, foi que o neto iria casar. Pouco tempo depois ela faleceu. A família estava enfrentando, na mesma semana, dois extremos: velório e a preparação do casamento.

“Tudo muito corrido, muito doido. Mas foi a realização de um sonho, sonho nosso (meu e esposa) e da minha vó”, declara o noivo.

Chegou o sábado, dia do casamento. A família mais uma vez coloca em prática o amor. O casal não gastou nada. Vestido foi alugado pelos parentes, uma prima fez a maquiagem da noiva, a outra fez o penteado.

“A emoção é muito grande, foi tudo um presente de Deus que usou nossa família. E agora eu sei que estamos corretos, casados com a benção de Deus, de acordo com as leis Dele”, afirma Ana Paula.

MARY GONÇALVEZ MARQUES BRAGA (34) e REITON NUNES BRAGA (36)

Dizer sim, vestida de noiva era um sonho, mas que parecia impossível, parecia que nunca mais aconteceria. Mary e Reilton estão juntos há 14 anos, em 2016 casaram no civil, mas faltava o religioso. “O tempo passou, aparecem outras prioridades, aí casar certinho fica de lado, aí você até pensa em casar, mas pensa que não dá mais, já passou, nunca irá acontecer”, explica Mary.

Na igreja soube do casamento coletivo, no começo ela ficou em dúvida, já ele estava mais decidido. A equipe que organiza o casamento conversou bastante com o casal e aí decidiram que iriam casar.

“Toda a parte do casamento é muito importante, o civil para ficarmos legalmente perante a lei dos homens, mas o casamento na igreja é o ponto essencial pois damos início a uma nova fase da vida com as bênçãos de Deus nosso pai. E fechamos a aliança perante Deus, assim o que ele uniu só ele pode separar”, relata Reilton.

Na semana antes do casamento Mary ouviu uma música que falou ao seu coração, a letra diz assim: “Não é tarde para se sonhar. O céu ainda é azul, há esperança”. Para ela, mais uma resposta de que seu sonho não tinha acabado, iria se realizar.

“Quando eu vi o buquê chegando, era exatamente como eu sempre sonhei, até as cores. Foi muito emocionante. Nosso coração é imensamente grato a Deus pelas pessoas maravilhosas que se envolveram e se doaram a esse projeto”, finaliza Mary.

Ouça a música que tocou o coração da Mary:

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