Coluna Celebrar: A Arte de Criar Casas que Curam
Nesta semana, a nossa coluna conta com um relato especial da Analice, nossa consultora, que esteve em São Paulo entre os dias 24 e 25 de setembro para participar do workshop do renomado designer Felipe Almeida, proporcionado pela Entreposto.
Confira as principais reflexões e aprendizados que ela trouxe dessa experiência transformadora:
Casas com Afeto e Memória
Durante o evento, Felipe Almeida abordou o conceito de "casa com cara de casa" — uma tendência muito forte atualmente, mas que vai além da estética. Nada mais é do que construir um lar com memória e afeto, onde cada objeto, tecido e aroma desperta sentimentos de acolhimento. Não se trata de entulhar o espaço ou dispor elementos ao acaso, mas de organizar cada detalhe de forma pensada para trazer sentido e resgatar memórias afetivas, como o cheiro de um bolo que lembra a infância.
Casas que Curam
Um dos pontos mais marcantes do workshop foi a reflexão sobre o impacto do ambiente na nossa saúde mental. Diante de dados que mostram o alto índice de ansiedade no Brasil, Felipe defende o conceito de "casas que curam": espaços projetados para que, ao chegar em casa, a pessoa sinta paz e bem-estar. O ambiente influencia diretamente as emoções, podendo gerar alegria ou tristeza.
Conexão com o Passado, Presente e Futuro
Outra ideia inspiradora compartilhada foi a reinterpretação das tradicionais estantes ou cristaleiras. Em vez de apenas expor louças, a estante se torna um espaço vivo que conecta as três fases da vida da família:
O Passado (Antepassados): Através de lembranças, histórias e objetos de família.
O Presente: Refletindo as conquistas e o estilo de vida atual dos moradores (como medalhas ou itens de um hobby).
O Futuro: Dando espaço para as criações e desenhos das crianças.
Projetos Únicos e Assertivos
Analice destacou também a importância da escuta atenta e do briefing detalhado. Descobrir os cheiros favoritos, as memórias de infância e a origem de cada pessoa permite criar ambientes únicos e intransferíveis. É um processo minucioso, muitas vezes baseado em garimpos, mas que garante que quase 100% do projeto atenda exatamente à essência do cliente.
"Voltei com a certeza de que estamos no caminho certo, valorizando o estilo que gostamos e entendendo que a verdadeira arquitetura e decoração nascem de ouvir o cliente e transformar seus afetos em espaço." — Analice