As urnas já deram sua resposta mas há uma pergunta que talvez seja ainda mais importante para o seu bolso: quanto do patrimônio que você construiu está realmente protegido das mudanças que vêm pela frente?
Enquanto o país discute política, a reforma tributária avança.
E seus efeitos não ficarão restritos às grandes empresas, eles poderão alcançar imóveis, aluguéis e o patrimônio de famílias que passaram décadas trabalhando para conquistar seus bens.
A partir de 2027, começa a transição para um novo modelo de tributação sobre o consumo, com reflexos também sobre determinadas operações imobiliárias.
E aqui está o alerta: quem recebe aluguel, possui vários imóveis ou administra patrimônio familiar precisa entender se a estrutura que utiliza hoje continuará sendo a mais adequada amanhã.
A nova legislação estabelece critérios para a incidência dos tributos IBS e CBS sobre locações imobiliárias, inclusive em situações envolvendo pessoas físicas., isso não significa que todos os proprietários passarão a pagar os novos tributos, mas exige atenção de quem se enquadra nas regras.
E não se trata apenas de impostos.
Estamos falando de decisões que envolvem a administração dos bens, a proteção patrimonial e a transmissão da herança para as próximas gerações.
Manter imóveis na pessoa física é sempre a melhor escolha? Constituir uma holding pode trazer vantagens? Quais os riscos e os custos de reorganizar o patrimônio?
Não existe uma resposta única.
O que existe é a necessidade de avaliar cada situação antes de tomar decisões que podem produzir consequências por muitos anos.
As regras tributárias estão mudando e ignorar essas transformações não impedirá que seus efeitos cheguem ao patrimônio familiar.
A pergunta não é apenas quanto você conseguiu construir. É quanto desse patrimônio estará preparado para atravessar as mudanças que estão por vir.
Porque, independentemente de quem esteja no poder, a responsabilidade de proteger o que você construiu continua sendo sua.