A VIDA ACONTECE EM MOVIMENTO

Como seria a infância hoje em dia com menos “scroll” e mais “tchibum”? Falar de movimento é algo essencialmente prazeroso. De tecnologia também. A vida acontece em movimento e é nele que moram os melhores momentos das nossas vidas. A tecnologia veio para transformar e facilitar muitas tarefas. Estamos regiStrando cada passo que damos e enquanto digito em um notebook lembro que eu já não conseguiria se fosse em uma máquina de escrever.

O tempo está passando rápido demais e rolar o feed rápido demais está trazendo a fragilização de uma geração inteira. Sem querer demonizar a tecnologia e sim recuperar o valor do movimento, sugiro uma reflexão: “quanto de vida real nossas crianças estão experimentando?”. Já sabemos que o excesso de estímulos digitais altera a forma como o cérebro das crianças processa o mundo. O ponto mais sensível não é o dispositivo em si; é o que deixamos de oferecer à elas quando a tela assume o protagonismo.

Uma palavra-chave que tenho ouvido muito ultimamente: “presença”. Um legado que significa que ser pai e mãe hoje em dia é ser presente, conscientes de que pequenas ações diárias é o maior presente que podem oferecer. Escolher memórias táteis, conversas verdadeiras, olho no olho, segurar nas mãos e conduzir essa infância, mesmo com todo avanço tecnológico, à maior demonstração de afeto e segurança que eles poderiam ganhar na vida. Segurança traz autoconfiança.

Uma infância vivida com os pés no chão e os olhos conectados em nós, sim, porque essa fase é muito breve e deve ser acima de tudo humana. A “falta de foco” não acontece por acaso e precisamos equilibrar o tempo de tela com a vivência corporal, o esporte, onde a criança aprende sobre resiliência e nem sequer precisa de uma dopamina rápida. O esporte ensina que para ganhar é preciso suar, cansar, às vezes perder.

Quando a criança não se movimenta, ela perde a conexão com suas próprias capacidades. Portanto, proteger a infância é hoje um ato de coragem física, pois o movimento é a forma mais pura de dizer que a criança está viva e que ela é capaz, e que este mundo é o seu lugar.

Quando a família decide que o movimento não é opcional, ela está dizendo para a criança: “sua vida, seu corpo e sua segurança são valiosos demais para serem deixados de lado pela facilidade do momento”. Assim, conversamos com os familiares na Tchibum e assim levamos o brincar muito a sério: “o movimento é vida, vamos!”.

Andy Tetila

Coluna Celebrar Tchibum
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