AgroWork Educação aposta na formação de pilotos de drone

Empresa promoveu workshop técnico durante a 60ª Expoagro e debateu sobre o futuro no campo com menos máquinas e mais de profissionais capacitados para interpretar tecnologias

Enquanto drones agrícolas ganham espaço acelerado nas lavouras brasileiras, um novo desafio começa a preocupar o setor: a falta de profissionais preparados para operar, interpretar dados e transformar tecnologia em resultado dentro do campo. É justamente nesse cenário que a AgroWork Educação vem construindo sua atuação no Mato Grosso do Sul.

Fundada em 2025, a AgroWork Educação traz a expertise dos empresários Paula Veiga e Vicente Pallotti Filho, ambos com carreiras consolidadas na agronomia e engenharia ambiental, respectivamente.

Durante a 60ª Expoagro, a empresa promoveu o 1º Workshop de Tecnologia de Aplicação – Drones, uma parceria da AgroWork  com o Sindicato Rural de Dourados. O Workshop foi voltado à formação técnica em drones agrícolas e apresentou ao público um panorama de um mercado que cresce em ritmo acelerado e já abre espaço para novas profissões no agro.

Para Paula Veiga, o maior gargalo atual do setor não é a falta de equipamentos, mas sim de pessoas qualificadas para operar a tecnologia. “Máquina o produtor compra. O mercado está cheio delas. O problema real hoje é gente preparada para operar e tomar decisão técnica em cima do que a máquina entrega”, afirma.

Para a AgroWork, levar formação técnica para dentro da Expoagro representa mais do que divulgar cursos: é aproximar conhecimento de quem realmente vive o agro. “A feira não precisa ser só vitrine de máquinas. Ela também pode ser espaço de formação e geração de oportunidade”, acrescenta Vicente Pallotti Filho.

Para ela, o diferencial competitivo está na interpretação dos dados e não apenas na operação do equipamento. “Um drone parado vale zero. Um piloto bem formado faz esse equipamento se pagar em uma safra.”

O 1º Workshop de Tecnologia de Aplicação – Drones foi realizado no auditório do Parque de Exposições e contou com palestras voltadas ao uso de drones na agricultura, legislação federal, escolha de equipamentos, tecnologia de aplicação, pesquisa de campo e posicionamento diante das novas tecnologias no agro. Mais de 400 pessoas participaram da troca de informações. A Revista Celebrar esteve no local e realizou a cobertura do evento, confira.

Mercado em expansão abre novas profissões no agro

O Brasil já ocupa posição de destaque no uso de drones agrícolas e, na avaliação da AgroWork, a tendência é de expansão contínua nos próximos anos. A evolução dos equipamentos também tem ampliado as possibilidades de aplicação no campo. O objetivo da empresa é consolidar Mato Grosso do Sul como referência nacional na formação de pilotos de drone agrícola e técnicos especializados no setor.

Modelos de drones mais recentes conseguem operar em velocidades maiores e atender áreas que antes dependiam exclusivamente da aviação agrícola tradicional. Com isso, a expectativa é que o drone se torne item comum em propriedades médias nos próximos anos.

Esse crescimento também amplia o leque de oportunidades profissionais. Hoje, segundo Paula, existem pelo menos quatro caminhos principais para quem deseja entrar na área: 

  • prestação de serviço de pulverização,

  • atuação como piloto contratado por fazendas e empresas,

  • trabalhos com agricultura de precisão e mapeamento,

  • criação de negócios próprios com frota de drones.

Outra área considerada promissora é a manutenção técnica.

A proposta da AgroWork é formar profissionais preparados tanto para trabalhar quanto para empreender. Além da prática operacional, os cursos incluem conteúdos ligados a empreendedorismo, postura profissional, prestação de serviço e mentoria para quem deseja abrir o próprio negócio no setor. Entre os módulos oferecidos estão:

  • operação supervisionada de drone agrícola,

  • legislação,

  • tecnologia de aplicação,

  • cálculos de dosagem,

  • mapeamento,

  • boas práticas de voo,

  • introdução ao universo agrícola.  

Já a formação em manutenção técnica aborda:

  • desmontagem prática,

  • avaliação estrutural e eletrônica,

  • testes de voo,

  • calibração,

  • laudos técnicos,

  • precificação de serviços.  

Segundo Paula, muitos alunos chegam buscando uma mudança de vida profissional. “A gente recebe pessoas de várias áreas querendo entrar no agro através de uma profissão técnica com mercado aquecido.” O público inclui filhos de produtores rurais, técnicos agrícolas, jovens do interior e profissionais em transição de carreira. A AgroWork relata já ter formado alunos entre 19 e 20 anos que cogitavam deixar o interior, mas mudaram de perspectiva após conhecerem o setor.

O drone do futuro vai muito além da pulverização, a expectativa é que isso mude rapidamente nos próximos anos. A tecnologia já começa a ser utilizada em semeadura, controle biológico, mapeamento 3D, monitoramento de rebanhos e identificação de pragas por imagem multiespectral. O próximo salto, segundo Paula, será a integração entre drones, máquinas autônomas e dados de satélite operando em tempo real.

-

Conheça mais sobre a AgroWork Educação em @agrowork_.

Próximo
Próximo

Nathalia Albuquerque: a arte de transformar música em memória